
Confusa... O contraste do perfeito azul com o verde que seduz da colina ao longe me fez enxergar uma crise dentro de mim. A volta ao urbano, ponte em movimento, luzes ao fundo... A ficha da realidade caindo aos poucos. Aquela alegria de horas atrás era invandida, a pancadas, por uma angústia, uma tristeza compreensível por poucos. A percepção, tardia ou não, de algo que tem me afetado mentalmente e fisicamente, trazendo um choro quase sem fim se não fosse o sono. Algo denominado na cultura capitalista como trabalho, vida quase escrava que persegue a tudo e a todos. A rotina minha não se abstrai do lado de fora, o stress é lançado ardentemente para dentro de casa (desculpa...), afeta a todos em volta, a mim e a você. Uma vontade gritante de fugir, berrar até o fim de minha voz, até o ar meu se esgotar. Esgotada estou... Aflita estou... Perdida, ainda, talvez. O sono não foi suficientemente bastante para o fim daquele choro... Durmo com calmantes. E sofro por isso, cansada, dopada.