Rio-Niteroi II
E enquanto na trajetória maritima o tempo se limitava, por cima, a nivel dos passaros, transbordavam minutos extras. Paciencia era vendida a preço de ouro... Chuva faz essas coisas. Dor de cabeça se anunciava pelo anda e pára misturado com traços deficientemente escritos. Respeito nenhum as linhas aqui dentro, e linha nenhuma de respeito la fora. Caos tipico de buzinas e fluxo intenso.
pois é...
Depois de um soco na cara, um murro de realidades infinitas, um olhar que vai além de qualquer lucidez perdida... Um soco pra lá de encantador e mágico... Um repouso é merecedor. Me contento com o travesseiro para não chorar. E você... todo em pensamento. Descalça. Areia que se molda no tempo dos passos... textura que se sente. Vento no rosto, olhos fechados, sorrisos que não cansam de brilhar. E olhando a vida vão caminhando, a dois, a sós. Mãos entrelaçadas e andares ritmados. Um doce beijo abaixo de um único luar, o nosso. Seria um bom passeio, mas ficou só na vontade.
Rio-Niterói
Me pego com a caneta na mão, linhas a frente, tempo limitado e nada da tal inspiração. Escrever sobre a não inspiração é de tamanha cara de pau, ainda bem que o tal tempo limite se esgotou antecipadamente. O que um barco novinho em folha não faz com a viagem... Atravessar a poça ficou mais rápido. Preciso treinar meus pensamentos para um novo tempo...